Até 60% das mães ficarão sem presente; só os floristas estão otimistas com a data

Poderia ser pior; graças a flexibilização de prefeitos nas restrições ao comércio, consumidor “está vindo devagarzinho”

 

A crise provocada pelo novo coronavirus deve acarretar uma queda histórica no volume de vendas no Dia das Mães de 2020. Comerciantes calculam que em comparação com o mesmo período do ano passado deverá haver um encolhimento de 50% a 60% no faturamento do setor, que tem no Dia das Mães a segunda data mais importante no calendário comercial.

Edmundo Maia dos Santos, presidente da Associação Comercial e Industrial de Tanabi (Acit), diz que em razão da atual situação de pandemia não é possível esperar um movimento de vendas expressivo no Dia das Mães, pois a situação ainda é de isolamento social. “As vendas ocorrerão em um patamar muito baixo. Acredito que as vendas realizadas no Dia das Mães deste ano fiquem em torno de 40% do que foi vendido na mesma data do ano passado”.

A presidente da Associação Comercial e Industrial de Monte Aprazível (Acima), Maria Inês Andreta Paiola, concorda que as vendas ocorrerão em menor quantidade. “Apesar do isolamento social e mesmo com toda essa dificuldade financeira eu acredito que alguns filhos devam presentear suas mães, ainda que seja com uma lembrancinha, mas a queda nas vendas vai ser grande”, comenta.

O consumidor, segundo eles, está retraído. Edmundo diz que com a manutenção do isolamento social tem agravado a queda na renda das famílias, fazendo com que as pessoas restrinjam o consumo para itens apenas essenciais.
Maria Inês se mostra um pouco mais otimista que Edmundo. “Não acredito que as vendas sejam iguais aos anos anteriores, mas creio que será melhor do que está.”

O comércio de Tanabi e Monte Aprazível, tem, segundo Edmundo e Maria Inês, investido nas vendas pela internet, mas o retorno é bem pequeno. Edmundo diz que “houve um incremento na divulgação dos produtos nas mídias sociais, em que lojas têm procurado um contato mais próximo com clientes, com envio de fotos e valores dos produtos através do WhatsApp e Face Book, mas o retorno ainda é pequeno”, diz. Maria Inês diz que as iniciativas pelas redes sociais se intensificaram, ajudam nas vendas, mas o retorno ainda é pequeno.

A comerciante Cleonice Aparecida Lulio Priuli, da Loja Líder Calçados, diz que apesar da pandemia a expectativa para o Dia das Mães é que as vendas melhorem. “Do que estava completamente parado, começou a melhorar, mas para ficar bom tem que melhorar muito ainda”.
Ela diz que nota no consumidor o desejo de comprar, mas é impedido pelo receio diante da incerteza do futuro. “Apesar disso, o consumidor está voltando, devagarzinho, mas está vindo”.

A flexibilização da quarentena em Monte Aprazível, segundo Cleonice ajudou bastante o comércio. “Graças ao bom senso do prefeito, pudemos abrir as portas, respeitando todas as normas de segurança, com uso de máscaras e higienização com álcool em gel, e o consumidor está voltando devagarzinho”.
Cleonice calcula uma queda nas vendas em cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

A comerciante Rosa Botte, da Cergatti News, diz que o Dia das Mães deste ano “será complicado. Acho que teremos uma queda em relação ao ano passado de uns 50%, porque muitos filhos estão sem ver suas mães e não o farão no Dia das Mães.”

Rosa também diz que a flexibilização da quarentena em Monte Aprazível ajudou o comércio. “A flexibilização ajudou um pouco, porque agora já dá para o consumidor sair de casa, ainda que rapidinho, o que vai ajudar muito agora no Dia das Mães. Apesar de tudo, estamos confiantes, estamos com bastante novidades e bem estocados”, salienta.

Floriculturas

As floriculturas tem sido um comércio que se destaca nesse Dia das Mães, porque as circunstâncias ajudam, já que pedidos podem ser feitos por telefone e outros meios.

João Célio Ferreira, da João Célio Floricultura, diz que tem tido muita procura por telefone e WhatsApp. “A pessoa pede e fazemos a entrega com a máquina de cartão – diz – a minha expectativa é boa, porque tem muita gente de fora que não virá visitar a mãe por causa do isolamento social, mas mandará flores. Eu apostei. Estou acreditando e estou bem estocado. Tenho lindas flores de todos os preços, além de variedade em cestas”, propagandeia.

José Carlos de Oliveira Alves, da Floricultura Acip, também diz que sua expectativa é boa para a data. “Muitas pessoas que não virão visitar as mães por causa da quarentena vão mandar flores. Temos recebido bastante encomendas por telefone e WhatsApp e para ajudar nas vendas eu postos os arranjos e as flores nas redes sociais, fazendo com que o consumidor veja e encomende”, encerra.

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