Sem José Francisco na disputa e oposição desunida, Norair se fortalece em Tanabi

Ficou de fora das eleições, único nome capaz de unir a oposição em uma frente de partidos

 

Definitivamente, o ex-prefeito José Francisco de Mattos Neto (PC do B) não vai disputar a sucessão do prefeito de Tanabi, Norair da Silveira (PSB). Ao não pedir seu afastamento do cargo de delegado do município, no dia 4 último, conforme determina a legislação eleitoral, ele fica impedido de disputar eleição.
José Francisco sinalizou que não irá participar da campanha de nenhum candidato, alegando que na condição de delegado deve manter a neutralidade, mas sinalizou que pode apoiar uma eventual candidatura de seu irmão, Fabiano, filiado ao PSD.

Porém, não está no horizonte de Fabiano concorrer a qualquer cargo. Segundo ele, seus negócios particulares não permitem que se dedique totalmente aos afazeres públicos, caso venha ser eleito prefeito e descarta ocupar a vice de alguma chapa. “O candidato a vice avaliza o candidato a prefeito e passa a ter responsabilidade na administração sem ter controle dos atos e das políticas públicas que serão adotadas e não quero avalizar uma administração e responsabilidades que não serão minhas.”

Sem a presença de José Francisco na disputa, se consolida em definitivo, a candidatura do ex-vereador Valdir Uchoa (PL) e do vereador Fabrício Missena (PP) que, segundo ele, teria recebido o aval do deputado federal Fausto Pinatto para o lançamento de uma chapa puro sangue, tendo o colega de Câmara e partido, Tenente Canela na chapa.

O PSD, partido que abriga os aliados fiéis de José Francisco está dividido entre apresentar os nomes do vereador Dorival Rossi e do corretor Reginaldo de Abreu para uma composição com outros partidos ou apoiar a candidatura de Valdir.

Valdir, que disputou a eleição de 2016 e lançou sua candidatura há cerca de um ano, vem consolidando apoio em descontentes com o DEM e PSDB.

A saída de José Francisco enfraquece as articulações do democrata Marco Paulo Mazza, que defende a formação de uma frente, com candidatura única da oposição contra Norair. Agora, será difícil colocar Valdir neste balaio e Missena só aceita se for uma pesquisa o critério adotado para definir o candidato.
Para Marcos Paulo, a pesquisa seria um dos critério adotados para a definição, acrescentando o apoio partidário das outras legendas e apoio de setores diversos da sociedade.

Marcos Paulo se coloca como um dos pretendentes, juntamente com o atual vice, Fabio Ceron, do PSDB. Nesta frente, segundo ele, estariam além de Valdir, Missena e um pedessista, o presidente do Podemos, o vereador Rodrigo Bechara e o vereador Devinha Zanetone, do MDB. Daí sairia o nome.
Devinha se diz pressionado pelo seu partido a ser o candidato. O MDB é o partido mais cobiçado para apoio, mas só encabeçou uma chapa há duas décadas, com Norair, em 2000.

Rodrigo Bechara vai tentar viabilizar sua candidatura até o último momento.

As dificuldades de uma frente contra Norair são quase intransponíveis. A pulverização de candidatos coloca o prefeito muito próximo da reeleição. Apesar de rarefeitos apoios políticos e partidários, Norair conta com a máquina azeitada com dinheiro em caixa e o dna de sua forma de administrar que é agradar com obras públicas de infraestrutura gente endinheirada.

Se em 2016, a união de DEM, PSDB, MDB, Podemos e outras força políticas em torno de Norair foi fundamental para derrotar José Francisco, em 2020, essas forças arrependidas não tem forças para tirar da prefeitura quem colocaram nela.

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