Apesar de demanda triplicada, entidades sociais dizem dar conta de atender famílias

A rede tradicional de solidariedade percebe que as pessoas estão mais sensíveis para ajudar o outro

 

Neste momento de combate ao novo coronavírus, a solidariedade se tornou uma das principais armas contra a pandemia. Muitos voluntários têm se mobilizado para ajudar pessoas em estado de vulnerabilidade social. Distribuição de alimentos, doação de produtos de higiene pessoal, entre outros auxílios são algumas das ações solidárias que se espalham. São cidadãos e entidades assistenciais se unindo para enfrentar e superar uma das maiores crises de saúde do mundo.

O Lar Vicentino de Monte Aprazível é uma instituição que tem recebido muitas doações extras durante a pandemia. A presidente Osmarina Aparecida de Oliveira Demônico diz que várias pessoas têm se mobilizado para conseguir doações que são posteriormente entregues ao asilo. “As pessoas estão mais solidárias durante a pandemia. Estão sentindo na pele a necessidade de ajudar a entidade a passar por esse período, porque não estamos podendo realizar os eventos que levantavam recursos para a manutenção do lar”.

Ela diz que o lar tem recebido doações de alimentos, produtos de higiene pessoal, álcool em gel e fraldas, além de doações em dinheiro e impossibilitados de realizar o tradicional leilão de gado, criaram um leilão de gado beneficente online, que será realizado amanhã, a partir das 13 horas no canal do You Tube do Tanabi Leilões. Os recursos serão fundamentais para a manutenção do lar que abriga 33 idosos, entre homens e mulheres.

A Associação Voluntários do Bem (AVB) também tem contado com maior solidariedade dos aprazivelenses durante a pandemia. A presidente Érica Carmona Maionchi diz que foi feita uma campanha para ajudar uma senhora, cuja casa pegou fogo, e conseguimos bastante doações. Conseguimos ajudar com roupa, cobertor, roupa de cama, guarda roupas e cama. Além disso, temos recebido várias doações de roupas que tem sido doadas a pessoas em vulnerabilidade social”.

Érica diz que a demanda tem crescido. Que as pessoas procuram alimentos e roupas. Como a AVB tem por prioridade atender gestantes e o trabalho está interrompido durante a pandemia, os voluntários têm realizado ações entre si para ajudar quem os procura. Assim tem doado alimentos, doou máscaras e gorros para a Santa Casa e tem doado kits de bolacha e suco para as pessoas que se enfileiram na Caixa Federal para receber o auxílio emergencial.

Nilda Ferreira Cassandre, coordenadora do Conselho Paroquail e de Assuntos Econômicos da Igreja Matriz Senhor Bom Jesus, também percebeu o aumento de solidariedade das pessoas durante a pandemia. Ela conta que a paróquia está realizando uma campanha solidária para a arrecadação de alimentos que está indo muito bem. “A campanha está surpreendendo a gente, graças a Deus”. A campanha envolve todos os movimentos pastorais, serviços, comunidades que compõem a paróquia Senhor Bom Jesus e movimentos de jovens.

A demanda, segundo Nilda, tem se mantido estável. “Estamos conseguindo atender bem a demanda”. Ela conta que a paróquia, através de suas pastorais, vicentinos e movimentos de jovens atende 60 famílias com alimentos, cobertores, e eventualmente com compra de gás, pagamento de aluguel, água e energia.

“De acordo com a necessidade essas famílias são assistidas mensalmente”, diz.

Padre Carlos Eduardo Nascimento, pároco da igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima, também percebeu o aumento de solidariedade durante a pandemia.

“Temos recebido mais doações durante a pandemia. As pessoas estão respondendo bem às campanhas. Não temos deixado ninguém ficar com fome nem frio, porque doamos alimentos e agasalhos que recebemos por doações”, diz.

Ele diz que a demanda tem crescido. “Triplicou o número de pessoas que procuram a pastoral social, mas graças a Deus e as doações que recebemos temos conseguido atender a demanda, atendemos com alimentos, agasalhos, pagamento de gás, de acordo com nossas possibilidades temos atendido a demanda”.

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