José Francisco vai disputar a prefeitura, com mudança na data da eleição municipal

Ex-prefeito reviu posição ao perceber que os mais pobres vão precisar de socorro da prefeitura

 

Ao optar por permanecer no cargo de delegado de polícia em Tanabi em 4 de junho, o ex-prefeito José Francisco de Mattos Neto (PC do B) abriu mão do direito de concorrer ao cargo de prefeito, marcado para o dia 4 de outubro. Na noite de quarta-feira, a Câmara dos Deputados referendou lei aprovada no Senado que transfere a eleição para o dia 15 de novembro, dando nova oportunidade a José Francisco.

Segundo ele, base no direito constitucional e diante da evidência da necessidade de políticas públicas municipais de cunho social e popular que protejam os mais pobres, assalariados, trabalhadores informais pequenos comerciantes, o ex-prefeito reviu sua posição de não ser candidato.

A Constituição, em seus artigos que regulam as eleições, determina que servidores públicos, para disputar as eleições, devem se afastar do cargo a três meses antes da eleição e a quatro para aqueles com cargos com poder de coação e autuação (delegados e fiscais).

José Francisco entende que, com a mudança na data para o dia 15 de novembro, o prazo de afastamento se dilata em 42 dias, passando de 4 de junho para 14 de julho o prazo final para que deixe o cargo de delegado.

Para ele, a mudança na data foi um acontecimento circunstancial que possibilitou a ele rever uma decisão que tinha se arrependido de ter tomado diante do agravamento da situação econômica das famílias e do caos na saúde pública.

“Os próximos quatro anos serão muito duros para a população mais pobre e trabalhadores formais e informais, pequenos comerciantes e pequenos agricultores, não só pela crise econômica de dimensões nunca vistas, mas pelas perdas de direitos trabalhistas, sociais, do aumento na desigualdade de renda, de educação e saúde provocadas pela opção dos governantes eleitos em 2018 em favorecer o capital e de abandonar as classes médias e os mais pobres.”

José Francisco diz entender que os prefeitos eleitos para governarem os municípios nos próximos quatro anos precisam ser um contraponto de socorro aos trabalhadores e aos mais pobres à política de abandono do governo federal e dos aliados dele em 2018.

“Não é por acaso que não temos neste momento ministro da saúde e ministro da educação. A ideia do governo federal é entregar a educação e a saúde para os grupos privados. Ficou claro para todas as famílias que têm crianças nas escolas e creches a precariedade da educação pública; ficou muito claro a precariedade do atendimento médico, a falta de equipamentos para atender os doentes e proteger os profissionais do setor. O ministro da economia anda desaparecido, porque não tem nenhuma política de preservar o emprego e a renda do trabalhador, de ajuda para o pequeno comerciante manter o seu negócio, enquanto as grandes empresas nacionais e estrangeiras recebem ajuda e continuam ganhando muito dinheiro com a crise.”

Para José Francisco, a obrigação dos futuros prefeitos será de investir muito no aparelhamento tecnológico da educação, na qualificação de professores e gestores do ensino; na qualificação dos profissionais da saúde, nas medidas e equipamentos que diminuam os riscos a que estão expostos e na melhoria do atendimento médico de urgência, mais atenção aos doentes crônicos e na prevenção de doenças, combate aos vetores transmissores e intensificação das campanhas de vacinação e controle rigoroso na imunização.

Diante da precarização do trabalho formal iniciada com Michel Temer e aprofundada por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, José Francisco está convencido de que o momento é de criação de políticas públicas que atendam os trabalhadores informais. “Os desempregados e trabalhadores sem carteira assinada, sem alternativa, passam a trabalhar por conta própria, em uma realidade sem capital para tocar o negócio e conhecimento para geri-lo. É preciso que o poder público municipal passe a enxergar essas pessoas, assim como se aproximar mais do pequeno comerciante, do comércio da periferia, para saber de suas necessidades, de suas deficiências, com prefeitura, associação comercial, sindicato rural buscando oferecer a eles orientação, cursos de gestão, de produção, marketing e comercialização de sua produção, melhorando o ambiente de seus negócios”, finalizou.

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